Caso Master: o mar de lama do Regime PT-STF
“Nem todo o oceano será capaz de lavar o sangue das minhas mãos.”
(Shakespeare, Macbeth)
Pegajoso, pútrido, escorregadio, borbulhante, implacável, ameaçador e letal, ele escorre por todos os lados, feito um animal cego que avança no meio de um pesadelo. Não tem uma forma definida ou dimensão mensurável; sem pedir licença, move-se como uma lesma gigantesca e atroz, carregando tudo que existe pela frente; seu odor fétido de argila revolvida abraça os limites geométricos do espaço, empesteando a atmosfera e as próprias almas. É uma coisa não newtoniana, ora líquida e invasiva, ora sólida e asfixiante; e o vapor que exala lembra o veneno dos infernos.
Estou falando dele, do mar de lama.
Começou não com a explosão de um dique, mas com um suspiro no aeroporto. Momentos antes de embarcar para as Arábias, o banqueiro foi preso. Sim, ele, o homem do Master, o mestre, o maestro, o amigo dos maiorais e dos magistrados, acabou........
