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Tagliaferro compara mensagens de Vorcaro com métodos do TSE: “O modus operandi é a intimidação”

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11.03.2026

Ex-integrante da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral, Eduardo Tagliaferro ganhou notoriedade ao denunciar práticas que, segundo afirma, ocorreram dentro do gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Agora vivendo na Itália e enfrentando um processo de extradição solicitado pelo Brasil, Tagliaferro acompanha à distância a repercussão de novos episódios do escândalo do Banco Master. Em entrevista à coluna Entrelinhas e ao programa Sem Rodeios, ele comenta desde relatos de encontros informais entre autoridades até o papel de delegados da Polícia Federal, o funcionamento do gabinete de Moraes e os desdobramentos jurídicos do seu próprio caso.

Entrelinhas: Em relação a uma festa privada em Londres envolvendo autoridades como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, o procurador-geral da República e o diretor-geral da Polícia Federal, em 2024. Para o senhor, o que esse episódio revela sobre as relações e o funcionamento do poder em Brasília?

Tagliaferro: Isso mostra para todo o país que, na prática, não existe separação real entre Judiciário, Legislativo, Executivo ou Polícia. Eles acabam todos unidos com um único propósito: atender seus próprios interesses e manter um estilo de vida de luxo ao qual estão acostumados. Os salários não são altos a ponto de deixar alguém rico no Brasil, mas todos os benefícios, privilégios e relações de poder acabam transformando essas pessoas em........

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