menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

João Paulo Capobianco, desenvolvimento e soberania “em termos”

13 0
09.06.2026

Na última sexta-feira, Dia Mundial do Meio Ambiente, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, dirigiu-se ao país em cadeia de rádio e televisão para prestar contas do trabalho da pasta na gestão que, pela segunda vez, herdou de Marina Silva. Na oportunidade, sem qualquer vestígio de rubor, afirmou que “desde janeiro de 2023, o governo do Brasil voltou a tratar o meio ambiente como indutor do desenvolvimento, não como obstáculo”.

“Indutor do desenvolvimento”, cara-pálida?

Como conciliar tal pretensão com as protelações impostas a importantes projetos e iniciativas de desenvolvimento, obstaculizados por motivações puramente ideológicas, com prejuízos incalculáveis para o país?

Limitemo-nos a apenas alguns.

A licença ambiental à Petrobras para a perfuração de um poço exploratório de hidrocarbonetos no litoral do Amapá, integrante da promissora Margem Equatorial Brasileira, foi arrancada a fórceps do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), depois de dez anos de protelações.

A exploração de urânio e fosfatos em Santa Quitéria (CE), pelo consórcio público-privado Indústrias Nucleares do Brasil-Galvani Fertilizantes, aguarda o licenciamento ambiental há nada menos que 14 anos!...

O asfaltamento do trecho central da rodovia BR-319 (Manaus-Porto Velho) foi ferozmente combatido........

© Gazeta do Povo