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Em Davos, Trump sepulta a “transição energética”

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28.01.2026

Desde o início do seu segundo mandato, como já registrei em várias colunas, o presidente Donald Trump tem se empenhado em desmontar o aparelho institucional e regulatório construído em torno da alegada necessidade de “descarbonização” da economia mundial e da consequente “transição energética”, com a substituição dos combustíveis fósseis – petróleo, gás natural e carvão mineral – por energias ditas renováveis ou limpas, com ênfase em fontes eólicas e solares e na eletrificação da frota rodoviária.

Uma transição que, na verdade, envolve mais complementações de novas fontes energéticas em relação às antigas do que substituições reais, e que em todo o mundo está evidenciando as suas limitações técnicas, com as fontes intermitentes, como as eólicas e solares, demonstrando a sua incapacidade de atender à chamada geração de base (contínua), em especial com a rápida expansão dos centros de dados e da Inteligência Artificial (IA).

Para não poucos analistas, é altamente duvidoso que essa agenda consiga sustentar-se sem o poderoso suporte dos EUA, que, juntamente com o Reino Unido, foram os berços da criação do movimento ambientalista como instrumento político antidesenvolvimentista.

Assim como já havia feito na abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, em setembro, Trump utilizou a sua presença na reunião anual do Fórum de Davos, na semana passada, para desfechar novos e duros golpes na “transição” descarbonizadora. Vale observar algumas passagens do seu contundente discurso no resort alpino suíço que reúne a nata das elites “globalistas” do planeta.

Primeiramente, investiu contra as fontes intermitentes e o afastamento dos combustíveis fósseis por seus antecessores:

“Em........

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