A “descoberta” britânica: sistemas de baterias podem sobrecarregar a rede elétrica
Até há não muito tempo, o planejamento de um sistema elétrico nacional se baseava fundamentalmente em critérios técnicos e econômicos, que incluíam o aproveitamento ótimo dos recursos do país e a projeção da expansão do sistema para estar sempre à frente do crescimento da economia, com o menor custo possível.
No Brasil, isso resultou na construção de um sistema majoritariamente de base hidrelétrica, que aproveitava ao máximo as diferenças hidrológicas entre as grandes bacias hidrográficas do país, apoiado por uma pequena fração de termelétricas e, em menor escala, de usinas nucleares.
O Reino Unido, com menor potencial hidrelétrico, optou pelas termelétricas a carvão e a gás natural e pela energia nuclear.
Então, vieram a “globalização” e a agenda do catastrofismo climático, com sua histérica obsessão pela redução das emissões de carbono provenientes do uso de petróleo, gás natural e carvão mineral, que resultou na irreal meta do “carbono zero líquido” (net zero) e em sua pretensão de neutralizar as emissões de carbono de origem humana até meados do século. Assim, os critérios técnicos e econômicos passaram a subordinar-se ao net zero e aos instrumentos financeiros a ele vinculados, principalmente aos vastos subsídios concedidos à implementação de fontes energéticas consideradas “limpas”, em especial, eólicas e solares.
Deixou-se de lado o detalhe técnico de que a intermitência intrínseca de tais fontes, que só geram energia quando há vento ou luz solar, não as qualifica para a operação nas redes elétricas de base (de geração contínua), atendidas por usinas termelétricas, hidrelétricas e nucleares. Para “corrigir” o problema, foram precisas novas e........
