Banco Master: a República do Crime
O Banco Master comprou meio mundo no Brasil. Do jagunço, com salário mensal de um milhão de reais para fazer o que jagunço sabe fazer, às mais altas autoridades do país. Vou ser genérico aqui não por zelo, mas por precisão.
Quando um sistema inteiro se une para se blindar, a lista completa dos envolvidos nunca aparece com nitidez. Mas a complexidade e a desfaçatez da operação, tal como vêm sendo descritas, deixam uma coisa inequívoca: não é obra de um só homem, nem de meia dúzia.
As notícias desta semana mostram que o escândalo associado ao banco (ou seria bando?) dirigido por Daniel Vorcaro não cabe nas páginas de economia, nem nas de política, nem mesmo nas de polícia.
O que está em jogo, ao que tudo indica, é um esquema multidimensional que ultrapassa o crime financeiro, a corrupção política e a interface com estruturas do crime organizado. E o ponto mais grave é o seguinte: Vorcaro não é a doença. É o sintoma.
Nenhum ecossistema dessa natureza prospera se o Estado e suas instituições já não tiverem ruído ou estiverem perigosamente perto de desabar. Não é de hoje que os brasileiros acordam com “mais um caso de corrupção”. São tantos que ora se somam, ora se anulam, ora empurram os anteriores para o esquecimento. Mas a “máfia”........
