Erika Hilton e o cachorro de Pavlov
Há um truque retórico tão velho que causa vergonha alheia assistir à sua execução. Não pela crueldade, obviamente. Refiro-me à previsibilidade. Quando Erika Hilton publica mais um comentário sobre a regulamentação das redes sociais, você nem precisa terminar a segunda linha. Era aquele velho truque. De novo. O mesmo de sempre.
Um homem foi preso em Fortaleza. Transmitia, em lives, a tortura de animais. Induzia adolescentes à automutilação e ao suicídio. A polícia investigou, identificou, prendeu. O Estado de Direito funcionou. Diante disso, seria razoável – ousaria dizer até banal – celebrar a eficácia das instituições penais e encerrar o assunto. No máximo, lamentar a perversidade do coração humano. Hilton, porém, não lamenta. Viu ali uma oportunidade.
Acompanhe-me. Em seu perfil, publicou o seguinte: “Um homem foi preso por torturar e matar mais de CEM animais em lives. A investigação também aponta que ele induzia adolescentes à automutilação e ao suicídio. Mas, para a direita brasileira, regulamentar as redes sociais e as big techs para impedir esses crimes é ‘censura’”.
Quando Erika Hilton publica mais um comentário sobre a regulamentação das redes sociais, você nem precisa terminar a segunda linha. É o mesmo truque de sempre
Quando Erika Hilton publica mais um comentário sobre a regulamentação das redes sociais, você nem precisa terminar a segunda linha. É o mesmo truque de sempre
Esse truque tem um nome interessante. O........
