André Mendonça deveria criar um inquérito sigiloso para investigar o Master
Só existe uma forma de salvar a democracia no Brasil. O ministro André Mendonça, relator do inquérito do Banco Master, talvez tenha seu trabalho arruinado pelo restante do STF, que tem a misteriosa idée fixe de escangalhar todas as investigações de verdadeiros criminosos, enquanto criminaliza a vida comum cada dia mais um pouco.
Sendo assim, urge que o iluminado ministro crie um inquérito sigiloso, no qual ele será, ao mesmo tempo, relator, investigador e delegado (nem será suposta vítima!) para conduzir todo o processo longe dos olhos bisbilhoteiros de Moraes, Toffoli, Mendes e, de quebra, Barroso – todos, digamos, “financiados” pelo próprio Banco Master.
É a primeira vez na história em que um bug no monomaníaco sistema secreto de distribuição de processos do STF não joga um processo do interesse político de Alexandre de Moraes (e um juiz ter interesse político já mostra que a democracia foi assassinada) nas mãos do próprio Alexandre de Moraes, nem de um de seus cupinchas no STF. Pela primeira e misteriosa vez, um processo que pode transformar Moraes de juiz em réu foi parar nas mãos de um adversário seu.
Obviamente, tudo pode ser melado numa única canetada daqui a poucos dias (ou horas). Simplesmente aparece uma nova decisão mágica no colo dos outros ministros que envolva algum tema anexo, alguma filigrana jurídica, algum melindre acidental, para dizer que lamentam muito, mas precisam mandar toda a investigação do Banco Master para o beleléu.
Como Flávio Dino........
