Guerra interna no STF: um cabo de guerra por poder e sobrevivência
O Supremo Tribunal Federal (STF) vive seu momento de maior divisão interna. Não há mais a conveniente bandeira dos atos do 8 de Janeiro para unificar os ministros em torno da "defesa da democracia". Não há mais julgamentos grandiosos, como a ação do golpe, para que se apresentem como bastiões da institucionalidade. O que resta agora é uma luta pela sobrevivência política.
De um lado, ministros que se comportam como políticos de toga, usando o poder da caneta não para defender a Constituição, mas para acumular poder, benefícios ou enriquecer a si mesmos e suas famílias. Eles não pretendem abrir mão dos privilégios imperiais conquistados ao longo dos anos. Do outro, magistrados que ainda atuam como juízes e percebem que a crise de legitimidade pode arrastar todo o tribunal para o abismo. Esses querem dar alguma resposta à sociedade antes que o colapso seja irreversível.
Na última quarta-feira........
