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Não há resiliência territorial sem ensino superior distribuído

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28.05.2026

O país confirmou recentemente uma evidência que durante demasiado tempo preferiu ignorar: um território excessivamente concentrado é também um território mais vulnerável.

As tempestades, cheias, incêndios, falhas energéticas e ruturas nas comunicações que estiveram na origem do programa Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência – PTRR – obrigaram o Estado a olhar de outro modo para a coesão territorial. O documento reconhece a importância das rádios locais, das juntas de freguesia, das redes de proximidade, da redundância nas comunicações e do combate ao despovoamento dos territórios de baixa densidade.

É uma mudança relevante. A coesão territorial deixa de surgir apenas como um objetivo político genérico ou mecanismo de compensação regional e começa finalmente a ser vista como uma condição de resiliência nacional. Percebeu-se que a proximidade institucional importa e que um país mais preparado exige capacidade instalada fora dos grandes centros metropolitanos.

Mas é aqui que surge uma........

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