Sai o último socialista?
Pedro Sánchez, envolvido em escândalos há muito tempo, aproveitou os protestos contra uma lei que sabia que não tinha maioria para mudar e lançou-se para eleições para fugir do pântano em que o seu governo estava. Por maior admiração que alguns tenham pelo chefe de governo espanhol, e há muitos que têm, é difícil não reconhecer que foi exactamente isto que aconteceu. E só isto. Oportunismo e populismo de um líder em queda.
Pedro Sánchez chegou ao governo sem ter ganho eleições, manteve-se no governo apesar de não ter ganho eleições e governa há três anos sem conseguir aprovar um orçamento porque os parceiros que escolheu para sustentar o governo nem no orçamento conseguem chegar a acordo. É o sistema parlamentar a funcionar? É. O mesmo que só permite aprovar decretos se houver maioria. E que agora vai a votos.
A política espanhola nunca foi dada a grandes consensos ao centro. Tirando em temas absolutamente estruturantes, como na constituição de 1978, que foi aprovada por uma maioria absolutíssima antes de ser aprovada em referendo, foi a fragmentação partidária regional que foi permitindo ao PSOE e ao PP governar sem maiorias........
