Ligar a diáspora a um país que exporta 5 mil milhões em produtos farmacêuticos
Em 2025, a indústria farmacêutica portuguesa exportou 4.954 milhões de euros, mais 41,3% do que no ano anterior, segundo a APIFARMA, com base em dados do INE. É mais do que a cortiça, o azeite e o vinho juntos, que somaram cerca de 3 mil milhões. O setor garante, segundo a mesma associação, mais de 10 mil empregos diretos e, segundo as contas da EFPIA (Federação Europeia das Associações e Indústrias de Farmácia), cada um gera outros três no resto da economia. É um multiplicador de quatro.
Não é sorte. Portugal já tem hoje algumas das peças essenciais deste cluster: fábricas como a Bial, a Bluepharma, a Hovione ou a Recipharm. Investigação de nível mundial no i3S, na Fundação Champalimaud, no iMM ou no ITQB. E centros de serviços partilhados que procuram ser altamente diferenciados, como a Amgen, a IQVIA e, mais recentemente, a AstraZeneca em Lisboa, com 750 pessoas e 600........
