A Segurança Interna não é verdadeiramente uma prioridade
Infelizmente, por muito que se diga o contrário, a Segurança Interna em Portugal não tem sido tratada como prioridade, como resulta, a meu ver, da evolução da despesa orçamental destinada à valorização remuneratória dos profissionais das forças de segurança. Como não gosto de me basear em meras impressões, aproveitei o parecer do Tribunal de Contas sobre a Conta Geral do Estado de 2025, recentemente entregue na Assembleia da República, para sustentar esta conclusão, analisando a despesa com pessoal entre 2020 e 2025.
Deixarei de lado os valores absolutos, que naturalmente são mais elevados, desde sempre, nos setores da Educação e da Saúde, e centrar-me-ei na evolução da despesa, desde 2020, em alguns dos principais setores do Estado, entre os quais incluo estes dois, bem como a Segurança Interna e a Defesa. A análise incide apenas na despesa com pessoal, deixando de fora outros domínios, como equipamento, infraestruturas ou tecnologia.
O parecer refere os setores da Saúde e da Educação como aqueles que concentram os maiores aumentos da despesa com pessoal, com uma única exceção, na área da Segurança Interna, resultante da atualização do suplemento por serviço e risco das........
