Fisioterapia bem feita é tratamento, não complemento
Durante muito tempo, a fisioterapia foi vista por muitos pacientes como uma etapa secundária do tratamento ortopédico. Algo que vinha “depois”, quase como um complemento à consulta médica ou à cirurgia. Essa visão ainda é bastante comum. O paciente opera, recebe alta, volta ao consultório e pergunta: “Agora preciso fazer fisioterapia?”. A pergunta revela uma ideia equivocada: a de que a cirurgia resolve o problema principal e a reabilitação apenas acelera a recuperação.
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Na prática, não é assim. Em grande parte dos casos ortopédicos, a fisioterapia não é complemento. Ela é parte central do tratamento. Uma cirurgia tecnicamente perfeita pode ter resultado ruim se a reabilitação for mal conduzida. Da mesma forma, muitas lesões podem melhorar sem cirurgia quando existe um programa bem feito de fortalecimento, mobilidade, controle de carga e retorno progressivo à função. A qualidade da recuperação depende muito mais desse processo do que se imagina.
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O corpo humano não recupera função apenas porque a dor diminuiu ou porque o exame de imagem melhorou. Recuperar função significa voltar a andar bem, subir escadas, correr, trabalhar, praticar esporte,........
