Cirurgia minimamente invasiva não é cirurgia mínima
A expressão “cirurgia minimamente invasiva” se popularizou muito nos últimos anos. Para muitos pacientes, ela passou a representar uma espécie de promessa: cortes pequenos, pouca dor, recuperação rápida e retorno quase imediato à vida normal. Em parte, essa percepção faz sentido. Técnicas menos agressivas realmente mudaram a ortopedia moderna e trouxeram benefícios importantes. O problema começa quando o termo é interpretado como se a cirurgia fosse simples, pequena ou isenta de riscos.
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Minimamente invasiva não significa minimamente importante. Também não significa que o organismo não precise cicatrizar. Uma incisão pequena pode esconder uma intervenção profunda no osso, no tendão, na articulação ou nos ligamentos. O tamanho do corte na pele é apenas uma parte da história. A cirurgia acontece nos tecidos internos, e esses tecidos continuam obedecendo ao mesmo tempo biológico de recuperação.
Na cirurgia do pé e tornozelo, essa diferença é especialmente relevante. Procedimentos percutâneos e minimamente invasivos evoluíram muito. Hoje é possível corrigir algumas deformidades, realizar osteotomias, tratar joanetes, abordar tendões e fazer determinados procedimentos com incisões muito menores do que no passado. Isso pode reduzir a agressão às partes moles, diminuir edema, melhorar conforto no pós-operatório e facilitar a reabilitação em casos bem indicados.
Mas essa........
