Enzo, precisamos falar sobre o grupo Red Piu-piu
Enzo, meu amigo. Se tem uma hora para se salvar, acredito que o momento é esse. Ando muito preocupado com as coisas que você anda dizendo por aí. Por esse motivo resolvi escrever esta carta. Quem sabe você não anima de dar uma passada lá no Boteco do Chicão.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
Você anda muito estranho. Das outras vezes, a preocupação era apenas com algum rumo de sua vida. Agora, ela escalou de uma forma exponencial. Aliás, escalar é uma coisa sobre a qual precisamos conversar de forma séria, pois você ficou assim depois que resolveu subir a montanha com aquele pessoal que o Bigorna chama de Ladiesndários.
Desde então você não apareceu no churrasco para trocar uma ideia, tomar uma cerveja e falar mal da vida alheia — que, convenhamos, sempre foi nossa forma mais barata de terapia.
Enzo, você está doente de resultados
Na semana passada alguém me mostrou uma foto sua. Barba por fazer, olhar sério e uma pose de braços abertos no topo de uma montanha como se estivesse recebendo os Dez Mandamentos. Enzo, isso não pode ser sério. Não é uma travessia no deserto, nem uma trilha no Himalaia. É só um bando de homem subindo um morro com a camisa suada, pagando caro para sofrer um pouco e classificando isso como “jornada interior”.
Meu amigo, isso é apenas um coffee break com vista panorâmica, um piquenique com transcendência gourmet, coisa de Chapeuzinho Laranja esperando o lobo mau. Uma espiritualidade de trilha sinalizada, com hidratação isotônica e iluminação emocional.
Trabalho não é realização pessoal
Sei que você não quer conversar sobre isso. Afinal, como disseram por aqui, o que acontece na montanha fica na montanha. Segredos de Brokeback Mountain versão........
