Ser médico nunca foi tão fácil
Nunca foi tão fácil “virar médico” no Brasil — pelo menos no papel. Segundo dados do MEC/e-MEC, o país já conta com mais de 490 cursos de medicina, com centenas de novos pedidos em tramitação, e oferta anual que supera 50 mil vagas. O Brasil passou a figurar entre os líderes mundiais em número de escolas médicas, atrás apenas da Índia — um país com população muitas vezes maior.
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Mas um outro dado chama ainda mais atenção: segundo o Ministério das Relações Exteriores, cerca de 65 mil brasileiros cursam medicina no exterior, ou seja, cerca de 16% do total brasileiros acadêmicos de medicina.
Diante desse cenário, a pergunta é inevitável: com tantas vagas aqui, por que tantos brasileiros ainda buscam a medicina fora do país?
Recentemente, a Associação Paulista de Medicina (APM) ofereceu uma resposta preocupante. A entidade denunciou a oferta de cursos de Medicina no exterior, em formato semipresencial ou à distância, especialmente em países da América Latina, com destaque para instituições sediadas na Bolívia.
Segundo a denúncia, esses cursos funcionariam com apenas 15 dias de atividades presenciais por ano. Em termos práticos: algo próximo de três meses de aulas presenciais em todo o curso — que dura seis anos. E como é o ingresso? Sem vestibular, sem ENEM, sem critério acadêmico minimamente........
