"Com brasileiro não há quem possa"
O agronegócio brasileiro não é fruto do acaso, nem simples dádiva natural. Ele é, antes de tudo, obra de gente. De gente bem formada, persistente, criativa e disposta a enfrentar problemas que outras agriculturas jamais precisaram enfrentar. “A taça do mundo é nossa”, cantava o país em 1958, celebrando não apenas um título de futebol, mas um modo de ser. A letra da Copa de 58 não falava só de futebol: falava de engenho, coragem, improviso inteligente e confiança coletiva. Desde então, essa mesma lógica se repete sempre que o Brasil decide transformar desafio em projeto nacional. Pena que sejam tão poucos esses grandiosos projetos.
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Um dos exemplos mais fortes de “projeto nacional” está na construção da Embrapa. Costuma-se celebrar o avanço tecnológico, os ganhos de produtividade e a revolução nos cerrados. Mas nada disso teria existido sem o elemento humano, organizado, persistente e visionário. A Embrapa é, antes de tudo, uma obra de pessoas que enxergaram muito adiante do seu tempo.Eliseu Alves trouxe a base econômica e institucional, ajudando a estruturar uma visão de longo prazo para a pesquisa agropecuária. José Pastore contribuiu com o entendimento profundo do fator trabalho, das relações humanas e da importância de instituições sólidas. Alysson Paolinelli, por sua vez, foi decisivo na articulação política e estratégica que permitiu transformar ciência em política pública e, depois, em resultado........
