Quebra de sigilo do filho de Lula mostra cerco da oposição ao governo
A quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, pela CPMI do INSS, somada à decisão judicial que já havia autorizado medidas semelhantes no âmbito da investigação criminal, representou uma típica “bola nas costas” no Palácio do Planalto. O governo vinha administrando a comissão com relativa folga, amparado por maioria circunstancial e pela capacidade de modular convocações incômodas. A votação que atingiu o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mudou o eixo político da CPMI.
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O fato novo não é apenas a deliberação da comissão parlamentar. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), já havia autorizado a quebra de sigilos em investigação conduzida pela Polícia Federal. Agora, Lula está diante de um duplo cerco, um na frente política (CPMI), outro na judicial, que vão se apertar e aumentar o desgaste pessoal do presidente da República e do governo.
A CPMI investiga descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS, supostamente operacionalizados por Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. O prejuízo é estimado em R$ 6,3 bilhões e atinge um segmento social historicamente associado a base eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Trata-se de um escândalo com alto potencial simbólico: envolve idosos, renda mínima e........
