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O soft power de Flávio Bolsonaro em busca dos votos voláteis do centro

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Por definição, a expressão soft power, ou seja, “poder brando”, é usada nos meios diplomáticos para explicar a capacidade de um país influenciar o comportamento e as preferências de outras nações por meio da atração e persuasão, em vez de coerção militar ou econômica (hard power). Ou seja, tudo a contrário do que faz o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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O termo foi criado por Joseph Nye, que foi professor e reitor de Harvard, o pioneiro ao defender a projeção de poder de forma intangível, por meio da música, do cinema, da gastronomia, da literatura, da cooperação e do humanismo, entre outras formas. É uma estratégia para ganhar “corações e mentes” em vez de território. O bolsonarismo não tem nada a ver com o soft power, certo? Errado. Um vídeo de Flávio Bolsonaro que viraliza nas redes mostra o principal candidato de oposição em contraponto, digamos, imagético, ao próprio pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O candidato da extrema-direita se apresenta como principal polo de oposição moderada ao governo Lula, com foco na conquista do eleitorado de centro, a partir de uma narrativa de crítica à gestão econômica e à crise de governabilidade. A peça enfatiza a ideia de que o país vive um momento de esgotamento político, marcado por escândalos, inflação persistente e perda de poder de compra. Flávio Bolsonaro busca........

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