Pelo povo, lutem com sangue nos olhos e talento nos pés
Nova York – Aqui estou, na Big Apple, novamente, para começar a minha décima primeira cobertura de Copa do Mundo, a nona in loco. Quando cobri a Seleção em 1986, na Toca da Raposa, com Zico, Reinaldo, Éder, Júnior, Sócrates e outros gênios, jamais imaginei que um dia nós teríamos medo de enfrentar o Marrocos e que o time africano fosse considerado favorito para o confronto. Pois é, mas com a perda de prestígio, de talentos e de dignidade, o nosso futebol sucumbiu, e hoje ninguém nos teme mais. No passado, iríamos perguntar de quanto o Brasil ganharia. Hoje, temos dúvidas se conseguiremos fazer gols nos africanos. São os novos tempos, sombrios, onde tudo é escondido, e que um jogador machucado é convocado na esperança de jogar 10 ou 15 minutos nos jogos mata-matas, sem saber se o Brasil estará lá. Claro que numa Copa em que até terceiros colocados avançam, o Brasil não corre o risco de ficar fora, mas que é preocupante, isso é.
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Tenho vários amigos que estão otimistas em relação ao time brasileiro chegar à final.........
