Otávio mostrou amor à camisa e tranquilidade
Vivemos um futebol onde não se acredita e não se dá espaços aos jovens. O torcedor, impaciente e passional que é, os queima, caso joguem mal, dizendo que não se tornarão grandes jogadores. Porém, todo o processo de maturação é doloroso e a paciência é o segredo. Todos nós começamos a carreira algum dia, ainda jovens, ansiosos por conquistar um lugar ao sol. Lembro-me quando em 1986, na TV Globo, eu entrevistava meus ídolos, como Zico, Júnior, Éder, Cerezo, Sócrates, Telê Santana, e tremia com o microfone na mão. Eu estava diante de lendas do futebol e perto de jornalistas já consagrados. Mas nunca tive medo de arriscar, de perguntar, de ser enxerido. É assim que a gente vai conquistando nosso espaço, acreditando sempre, mesmo que em nossos caminhos surjam aqueles profissionais que tentam nos esconder, nos anular. Passei por isso no Globo Esporte do Rio de Janeiro, quando um repórter, famoso, já falecido, e por isso não vou citar o nome dele, tentou me boicotar. Meses depois, ele foi demitido e eu continuei minha trajetória.
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Fiz essa abertura para falar do goleiro Otávio, do Cruzeiro, o novo “Paredão Azul”, que fez defesas gigantescas........
