menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

A obsessão por Ana Paula não é à toa: ela deixa os homens desconfortáveis

4 0
previous day

“Tudo que transborda dela para a tela inunda os olhos do telespectador, irremediavelmente seduzido”. Foi assim que Pedro Bial definiu Ana Paula Renault ao gravar um discurso/homenagem sobre sua vitória no BBB 26. E talvez essa seja a melhor frase possível para explicar o que aconteceu com o Brasil nas últimas semanas. Porque sim: estamos irremediavelmente seduzidas.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

E digo “estamos” porque esse texto não nasce de um lugar analítico. Nasce do olho vidrado no pay per view e de termos visto ela na cena mais triste da história do reality shows, do Twitter aberto 24 horas por dia, da busca por migalhas nas redes sociais depois que o programa acabou. Nasce da abstinência coletiva de quem se acostumou a ver Ana Paula Renault existir sem filtro diante das câmeras.

Meu Twitter - me recuso terminantemente a chamar aquilo de X - virou um grande altar dedicado a ela. E não é só o meu. O algoritmo entendeu antes da crítica cultural: existe alguma coisa acontecendo aqui.

As pessoas sentem falta da rotina de skincare. Da voz. Das danças. Dela ser barrada nas festas. Dos surtos. Das análises políticas. Das frases absurdamente boas ditas às três da manhã como se fossem comentários banais sobre café.

Do ponto de vista narrativo, é perfeito: Ana Paula entregou tudo que um reality show sonha em ter. Humor, vulnerabilidade, caos, inteligência, contradição, sofrimento real, carisma e um plot twist devastador. Mas não foi isso que nos pegou.

O que capturou tantas mulheres foi outra coisa: Ana Paula Renault nos lembrou que é possível ser mal vista e ainda assim continuar existindo inteira. Sem pedir desculpas o tempo todo. Sem se diminuir para........

© Estado de Minas