Filho de peixe, peixinho é
O que os medalhistas Ana Flávia (bronze na Olimpíada de Atlanta’96), Gersão (ouro nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis’87), Marcos Mattioli (bronze nos Jogos Olímpicos de Moscou’80) e o técnico e ex-jogador de futebol Marcelo Oliveira (bicampeão brasileiro com o Cruzeiro) têm em comum? Todos têm filhos que seguiram seus passos, são atletas, nem sempre na mesma modalidade que os pais, mas todos sonham um dia chegar ao mesmo nível deles e, principalmente, disputar uma Olimpíada representando o Brasil.
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A meio de rede Ana Flávia, casada com o também ex-jogador de vôlei Nivaldo, conta que sofreu para deixar a filha Eduarda, a Duda, jogar: “Fiquei apavorada, imaginando as pessoas chegando e perguntando sobre ela. Vai ser como a mãe? Era a pergunta que mais temia. E isso ocorreu inúmeras vezes. Chegava a chorar com a pergunta.”
“Ela pediu para jogar. Levei-a para o curso básico do Mackenzie com 9 anos. Não queria que fosse no Minas. Com 11, tive de escolher. Aí, a transferi para o Minas. Sempre houve pressão, uma cobrança em cima dela. Em cima de mim também, pois vinha ver jogo e era cobrada. Foi muito difícil, mas agora estou acostumada. Ela se cobrava muito. Hoje vejo com satisfação o resultado”, conta Ana Flávia.
Duda ficou sabendo da história dos pais com o vôlei ainda pequena. “Eles contavam histórias, principalmente sobre Olimpíada. Meu pai, uma vez, me mostrou um vídeo de jogo da minha mãe em Atlanta.........
