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Curta história de Minervina e os dois filhos

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20.08.2026

Por falta de assunto, andei ciscando no passado algumas lembranças. Histórias que enternecem meu coração e, por isso, boas de contar. A primeira memória que encontrei foi de um homem de meia idade, meia altura, magrinho e silencioso, barba rala sempre por fazer, cabelos secos e despenteados.

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A calça de tergal cinza, velha e desbotada, era amarrada à cintura por um cordão sujo. Ele chegava sempre com seu cachorro, grande e dócil, em hora incerta do dia. Não trabalhava na fazenda, não se tinha notícia do que fazia fora, apenas chegava de repente. Dizia com sorriso tímido as formalidades de bom dia e boa tarde, e se retirava para seu aposento.

Dormiam, ele e o cachorro, num quartinho no paiol, que já era bem pequeno segundo minha avaliação de menino miúdo. A porta, trancada por uma corrente com cadeado, oferecia aos nossos olhos preciosa fresta. Por ela, podíamos ver a cama, o colchão de palha forrado por lençol e cobertor e uma mesinha, tudo envolto em........

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