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Bife à parmegiana: um clássico belo-horizontino?

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05.01.2026

Férias trazem gente de fora. E, com isso, uma pergunta silenciosa começa a rondar a mesa: o que mostrar, o que servir, o que faz sentido apresentar como comida daqui? Existe um impulso quase automático em direcionar esse pensamento.

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Quando alguém chega de fora, o cotidiano deixa de ser neutro. Aquilo que comemos sem pensar passa a ser avaliado, escolhido, filtrado. Não por obrigação turística, mas por contraste. Interessa aquilo que não está disponível no dia a dia de quem chega.


Existe, aí, uma pulsão coletiva por imaginar comidas com origem clara, endereço fixo, identidade estável. Como se determinados pratos tivessem nascido em um lugar específico e ali permanecessem, intactos, imunes ao tempo, às migrações, às adaptações. Como se isso fosse possível.


Não é. Nada na alimentação permanece imutável. Receitas se deslocam, ingredientes mudam, técnicas se adaptam, nomes ganham novos sentidos. Comer também é traduzir. Ainda assim, quando recebo........

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