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Uma disputa eleitoral, várias medidas de desigualdade

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22.05.2026

As eleições de 2024 registraram o recorde histórico de reeleição de prefeitos: dos 3.006 que concorreram a novo mandato, 2.461 obtiveram êxito, uma taxa de sucesso de quase 82%, bem acima da média histórica de 60%. Mal foram fechadas as urnas daquele pleito municipal e já se consolidava a teia de alianças entre prefeitos e parlamentares, que no próximo 4 de outubro concorrerão à reeleição. São esses prefeitos que reafirmaram o domínio de territórios, que constituem o principal lastro eleitoral da maior parte dos deputados estaduais e federais. A eles parlamentares encaminharam as suas emendas impositivas para investimentos locais, contribuindo com as gestões, sobretudo em municípios de pequeno e médio porte.

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Acadêmicos, consultorias e a mídia profissional se debruçaram após as eleições de 2024 sobre dados que demonstram a eventual relação entre emendas parlamentares destinadas aos municípios e sucesso eleitoral de prefeitos. Várias análises constataram a alta correlação entre as duas variáveis. Ao elencar os 116 prefeitos mais beneficiados com emendas parlamentares em seus quatro anos de mandato, a “Folha de S. Paulo” demonstrou, por exemplo, que apenas dois não se reelegeram, portanto a taxa de sucesso em 98% dos casos.

Para além da elevada média de 72% dos votos conquistados nas urnas por esses prefeitos, em 12 cidades foram candidaturas únicas. Essa é evidência de que a canalização de recursos de emendas – que também significa o acesso, com apoio parlamentar, às possibilidades de convênios e programas federais – fortalece gestões locais de cidades de menor potencial orçamentário. Essa dinâmica tende a moldar a estrutura do poder local, com maior........

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