Por que emprego já não garante popularidade?
O governo Lula 3 amarga o mal das democracias, que ainda sobrevivem à era da tecnopolítica. Com a centralidade das comunicações transferida das mídias profissionais para as digitais, controladas por algoritmos, políticos alteram comportamento face à nova dinâmica do debate público. Vitórias eleitorais são apertadas, governos eleitos enfrentam barreiras para ampliar a popularidade. A combinação de baixo desemprego, inflação sob controle e crescimento real do rendimento das famílias já não são suficientes para expandir o respaldo popular de governos nacionais. Tampouco bastam benefícios como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, programas de renegociação de dívidas, de crédito, entre outros tantos programas sociais. Tudo lançado em balaio único, a avaliação do governo Lula abre 2026 com a aprovação de apenas metade da população.
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Ao mesmo tempo, o recente escândalo que expôs áudios enviados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, vilão do Master que responde pela maior fraude ao sistema bancário da história do Brasil, abalou o desempenho eleitoral do senador, mas não o suficiente para retirar-lhe o protagonismo de seu campo político. Além disso, não melhorou o desempenho de Lula. Principalmente os eleitores independentes – que não se veem nem como lulista nem como bolsonarista e decidem as eleições – têm se mostrado impacientes com qualquer variação pontual de preços, escândalos ou más notícias que........
