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Notícia | Operadoras buscam solução para combater falsificação de ligações

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22.02.2026

As operadoras estão buscando uma solução para autenticar as ligações telefônicas e combater o volume crescente de golpes. Uma resolução publicada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em 2025 deu até 2028 para que as empresas sejam capazes de derrubar as ligações feitas a partir da falsificação do número do telefone.

Nesse tipo de fraude, os criminosos disfarçam o número de origem, fazendo o identificador de chamadas da vítima exibir um número confiável (como de bancos, polícia ou de conhecidos) para enganar a pessoa do outro lado da linha e, aí, aplicar golpes. Essa prática é conhecida como spoofing, ou “falsificação” em inglês.

A busca por uma solução para esse problema está a cargo da Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações (ABR Telecom), uma entidade privada que reúne as principais operadoras de telefonia fixa e móvel do País. Numa estimativa preliminar, a entidade calculou em mais de R$ 1 bilhão o custo para colocar em operação um sistema capaz de bloquear essas chamadas.

Associação procura alternativas

Diante do custo elevado, a associação procura alternativas mais em conta para evitar o repasse ao consumidor final. “Estamos na fase de orçar uma solução mais barata e licitar fornecedores. Voltamos para a fase de projeto e reestruturamos tudo”, disse o presidente da ABR Telecom, Abraão Balbino, ex-superintendente da Anatel, com passagens por Huawei e Vivo. Segundo ele, a previsão agora é de um custo bem menor.

A solução que está sendo arquitetada pelas operadoras consiste em inserir uma “chave” na rede telefônica que checa se o número da chamada confere, de fato, com o número de origem. Se forem detectadas diferenças, não se completa a ligação. “Cada chamada vai carregar uma assinatura”, explicou o presidente da ABR Telecom.

Ele contou que as redes não estavam preparadas para lidar com um volume tão alto de chamadas indesejadas e golpes. “Não existe uma autoridade de trânsito que valida a placa de cada carro que circula pelos bairros. As ruas têm livre acesso. Em telecomunicações é igual. As redes têm a mesma premissa. Até então, não existia a validação. Mas a quantidade de chamadas fraudulentas cresceu muito, os usuários ficaram revoltados”, comentou Balbino.

Esta notícia foi publicada na Broadcast+ no dia 20/02/2026, às 17:56

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© Estadão