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Notícia | ‘Os pais devem absolutamente limitar o uso das redes sociais pelos seus filhos’, diz Luc Ferry

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22.02.2026

Ele foi ministro da Educação da França, é um dos filósofos contemporâneos mais lidos da Europa e, desde a publicação do livro “Aprendendo a Viver”, tornou-se uma referência para quem busca na filosofia um guia para atravessar a existência de forma mais serena. Em maio, Luc Ferry desembarca presencialmente no Brasil como um dos palestrantes do SP Innovation Week (SPIW).

O evento de inovação, tecnologia e negócios será realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, no Mercado Livre Arena Pacaembu e na Faap, e a venda de ingressos começa nesta segunda-feira, 23.

Em um dos 32 palcos do festival, que acontece entre os dias 13 e 15 de maio, Ferry vai discutir justamente aquilo que mais inquieta o ser humano contemporâneo: como viver em meio ao excesso de informações e à obsessão pela felicidade vendida como produto nas mídias sociais?

Em entrevista à Coluna, Ferry começa por desfazer um equívoco que, segundo ele, compromete o próprio entendimento do pensamento filosófico: “Vivemos hoje numa confusão inquietante que impede a compreensão da filosofia: aquela que consiste em misturar permanentemente valores espirituais e valores morais”.

E esclarece: “A moral, em qualquer sentido que se entenda, é o respeito pelo outro, pelos direitos do homem, com, além disso, a benevolência, a generosidade. Conduzir-se moralmente é respeitar o outro e querer-lhe ativamente o bem”.

Mas, diz ele, ainda que vivêssemos numa sociedade perfeitamente justa, isso não nos livraria da angústia fundamental.

“Se nós aplicássemos perfeitamente os valores morais, não haveria mais massacres, nem violações, nem roubos, nem assassinatos, nem injustiças. Seria uma revolução. E, no entanto, isso não nos impediria nem de envelhecer, nem de morrer, nem de perder um ente........

© Estadão