A agenda não mente
O regresso de férias traz sempre consigo o entusiasmo próprio dos recomeços. Setembro tem, para mim, qualquer coisa de início de um novo ciclo e é com essa sensação que olho para a agenda das semanas seguintes, numa mistura de expectativa e alguma apreensão. Há reuniões por marcar, assuntos que transitaram de julho, almoços prometidos, projetos que recomeçam e tudo aquilo que, antes das férias, decidimos deixar para setembro. Em poucos dias, os espaços em branco desaparecem.
Este ano, ocorreu-me olhar para a agenda de outra forma: não apenas como um instrumento de organização do tempo, mas como um retrato daquilo a que, na prática, estou a dar importância. E o retrato nem sempre corresponde àquele que gostaríamos que fosse.
Podemos dizer que queremos pensar mais estrategicamente e passar os dias em reuniões operacionais, afirmar que as pessoas são uma prioridade e adiar as........
