A pergunta que a IA não pode responder por nós
Nos últimos anos, instalou-se um debate que, de tão repetido, começou a parecer o único possível: o que vai a Inteligência Artificial fazer aos humanos? Vai substituir empregos? Vai superar a inteligência humana? Vai concentrar poder em quem controla os modelos?
Se estas são perguntas legítimas, ficam todas do mesmo lado da equação e podem não ser o melhor ponto de partida. E talvez não sejam até as mais importantes. Quando a pergunta de partida é “o que vai a IA fazer?”, os humanos entram no debate como algo que vai ser transformado, afetado, substituído ou salvo.
Erik Brynjolfsson, diretor do Stanford Digital Economy Lab, propõe uma forma simples de olhar para o trabalho, considerando que quase tudo o que fazemos passa por três momentos: identificar o problema certo, executar a solução e avaliar se chegámos onde queríamos. A IA está a tornar-se extraordinariamente........
