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Saber parar também é uma capacidade produtiva

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25.09.2026

Há uma diferença entre decidir parar e deixar de conseguir continuar. Enquanto ainda há escolha, a gestão pode preparar a mudança; depois, a margem, o mercado ou a tesouraria podem já ter reduzido grande parte das alternativas.

Falamos muito da capacidade das empresas para criar, investir e crescer, e com razão: uma economia mais produtiva precisa de empresas que encontrem mercados, desenvolvam produtos, adotem tecnologia e ganhem escala. A renovação tem, porém, outra metade, menos confortável. Atividades que perderam a razão económica que as sustentava também precisam de poder mudar, encolher ou terminar antes de a realidade fazer essa escolha pela gestão.

A OCDE inclui a entrada e a saída de empresas entre os mecanismos que influenciam a produtividade agregada. Para Portugal, estima que o contributo da saída de empresas para o crescimento da produtividade caiu de uma média de 1,7 pontos percentuais entre 2005 e 2013 para 0,9 entre 2020 e 2022. Este valor continua ligeiramente acima da mediana dos países analisados.

A própria OCDE admite, porém, que parte da descida pode resultar da melhoria das empresas menos produtivas. Os números não permitem, por isso, concluir que Portugal tenha empresas a mais ou que fechem empresas a menos; servem apenas para lembrar que a renovação do tecido empresarial, incluindo a saída, também entra na conta da produtividade.

Um produto, serviço ou atividade começa por ter uma razão clara para existir. Há uma necessidade do mercado, uma competência,........

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