Porque é que Portugal teima em fazer mais, ao invés de melhor?
Portugal tinha, em 2024, mais de 1,5 milhões de empresas ativas. Nesse ano, e segundo dados do INE, foram criadas no país 246 mil empresas. No tecido empresarial nacional, não é novo o facto de a grande maioria destas organizações serem Pequenas e Médias Empresas (PME). Ao longo dos últimos anos as evidências mostram ainda que cerca de metade das que são criadas não chegam aos três anos de vida.
Por outro lado, Portugal conta com algumas – poucas – grandes empresas: são cerca de 1000 as classificadas como ‘grandes’, o que mostra bem a desproporção. EDP, Sonae, Galp ou Jerónimo Martins são significativos contribuidores para a economia nacional – a título de exemplo, o grupo Sonae é o maior empregador do país, e é responsável por mais de 3% do PIB nacional, mostravam dados de um estudo da Nova SBE. Ou seja, uma única empresa é responsável por 4,8% dos postos de trabalho do setor privado.
Num país com a dimensão de Portugal, há algo de profundamente perturbador nestes números, e esse facto leva-me........
