As alianças caíram. A evidência fica.
Durante seis anos, o sistema financeiro global habituou-se a medir a sua transição climática em compromissos: metas anunciadas, alianças assinadas, relatórios publicados. Esta semana, pela primeira vez desde 2019, essa medida deixou de subir. O novo relatório do Net Zero Finance Tracker, da Climate Policy Initiative, avalia 1.500 das maiores instituições financeiras do mundo, que gerem cerca de 315 biliões de dólares em ativos. A conclusão é clara: o progresso nas metas e na implementação estagnou.
Os números não deixam margem para dúvidas. Em 2025, a fatia de ativos detidos por instituições classificadas como “em progresso” ou acima nas metas climáticas desceu de 27% para 26%. Na implementação, desceu de 43% para 40%. A Net-Zero Banking Alliance deixou de existir em 2025. A Net Zero Asset Managers suspendeu o acompanhamento e reviu os seus compromissos. Nos Estados Unidos, os reguladores bancários retiraram os princípios de risco climático. Hoje, apenas 8% das instituições americanas publicam planos de transição, contra 20% a nível global.
Seria fácil ver aqui o fim de um ciclo. Prefiro........
