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Cuidados Paliativos, trocando por miúdos

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09.10.2026

Cuidados Paliativos, trocando por miúdos

Dia Mundial dos Cuidados Paliativos – 10 de outubro

Aos olhos de uma criança, viver pode ser tão simples — e tão imenso e tão bonito — como brincar, ouvir uma história, aconchegar-se num abraço, sentir uma mão familiar e querida na sua e acreditar que amanhã ainda guarda uma surpresa (mesmo em situação de doença). Vejamos se este autor consegue reproduzir esta simplicidade na narrativa que abaixo se desenrola.

Mais um dia chegou ao fim. Ambos tinham jantado aquela massa com frango que a avó Dores tinha feito e que tanto gostavam (e como era bom sentir aquele amor todo em cada garfada ou colherada, dependendo do que estava mais perto). Os pais já tinham chegado a casa, cansados de mais um dia de trabalho no hospital … encaixaram-se no seu abraço e seguiram para o andar de cima, para os seus quartos (não fosse amanhã mais um dia de escola).

Rodrigo, já com 8 anos, assumira desde há dois verões atrás (uma vez que já sabia ler com alguma – muita – destreza) a desafiante tarefa de contar uma história todas as noites à sua irmã Clara de 4 anos. Tinha que desafiar os limites da sua imaginação e da sua capacidade de soletrar histórias criadas no momento. Nesse dia ouvira falar de Cuidados Paliativos! Percebeu que o tema era complexo, mas aos seus olhos era tudo muito (talvez demasiado simples).

– Clarinha, queres ouvir uma história de super-heróis? — perguntou Rodrigo.– Com um mau muito mau?– Muito mau mesmo. Chamava-se Indiferax, o Desumanizador. Vestia uma armadura cinzenta com alguns apontamentos de ferrugem como há na casa da avó Dores. O seu sorriso metia medo… (e não escovava os dentes desde que tu estavas na barriga da mamã). Ele tinha um superpoder… deixava uma névoa com cheiro a enxofre que fazia as pessoas esquecerem os nomes umas das outras. As pessoas deixavam de........

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