Minho: Por uma Área Metropolitana com dimensão Europeia
A recente decisão de Braga e Guimarães assumirem a liderança do processo de criação da Área Metropolitana do Minho merece o nosso reconhecimento político. Pois governar não é apenas administrar o presente. É preparar o futuro antes de ele se impor. E poucas vezes essa diferença foi tão evidente. O Minho já deixou de caber nos limites dos mapas administrativos. As pessoas vivem um território que a administração continua a dividir.
Trabalha-se em Braga, estuda-se em Guimarães, investe-se em Vila Nova de Famalicão, produz-se em Barcelos, exporta-se por Viana do Castelo. O quotidiano aboliu fronteiras que a política insiste em preservar. A economia já descobriu a escala certa. A sociedade também. O Estado continua atrasado. Foi esta evidência que levou João Rodrigues e Ricardo Araújo a proclamar o "dia um" da Área Metropolitana do Minho e a defender a passagem "dos estudos aos passos concretos".
Esta expressão resume um dos maiores bloqueios nacionais. Portugal habituou-se a estudar tudo, que é muito importante, mas continua a decidir pouco. Multiplicam-se relatórios, sucedem-se diagnósticos, acumulam-se consensos. Falta quase sempre o momento da decisão. Desta vez, alguém decidiu começar. Mas começar não basta. É preciso começar bem. A futura Área Metropolitana não pode nascer como uma simples soma de competências ou como um exercício de geometria administrativa.
Não pode limitar-se aos municípios de maior contiguidade urbana, ignorando o território que lhes dá profundidade económica, social e........
