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Não é preciso ser adivinho

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23.06.2026

Estava escrito e não era nas estrelas. Estava escrito em muito do que se escreveu sobre o assunto. Não houve, por isso, novidade no que ficou decidido no Parlamento sobre a reforma laboral. Tinha sido dito que o Partido Socialista não alinharia na proposta que, teimosamente, o Governo apresentou sem incluir os principais contributos daquele. Tinha também sido dito e redito que o Chega não deixaria o documento passar sem que o Executivo cedesse na sua principal reivindicação que era a baixa da idade da reforma. Também tinha sido dito, de diferentes formas, de que era mais fácil José Luís Carneiro ceder em alguma coisa do que o Governo embarcar na exigência contracorrente de André Ventura. Não se percebeu aquele corridinho ao palco da Assembleia da República dos protagonistas que asseguravam convictamente – nenhum actor experiente representaria melhor o acto – de que o diploma passaria à especialidade. Houve,........

© Diário do Minho