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A sinodalidade à prova dos factos

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18.07.2026

Há palavras que correm hoje o risco de se tornarem devocionalmente úteis e pastoralmente inócuas: a “sinodalidade” é uma delas. Repete-se em documentos, encontros, assembleias e programas. Contudo, se não gerar formas verificáveis de relação, de decisão e de missão, acabará por sobreviver apenas como retórica eclesiástica. O Documento Final do Sínodo tem o mérito de recentrar a questão: a sinodalidade não se mede pela frequência com que é invocada, mas pelos critérios concretos que tornam visível uma Igreja que vive a comunhão, promove a participação e se abre verdadeiramente à missão.

O primeiro critério é talvez o mais exigente de todos: a Igreja tem de deixar de se comportar como espaço fechado, autorreferencial e defensivo, para se tornar casa habitável. Isso implica hospitalidade real, inclusão, respeito pela dignidade de cada pessoa, capacidade de reconhecer a unidade na diversidade e de acolher a pluralidade sem a viver como ameaça. Uma Igreja........

© Diário do Minho