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A hora de uma Igreja habitável

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11.04.2026

Há quem fale do II Concílio do Vaticano como se fosse um episódio passado da história da Igreja: respeitável, importante, mas já distante, quase museológico. Ora, essa leitura falha no essencial. O Concílio não foi apenas um conjunto de textos; mas um modo novo de a Igreja se compreender a si mesma, de habitar a história e de se relacionar com o mundo. Foi, antes de mais, um acontecimento espiritual, pastoral e intelectual que devolveu à Igreja uma gramática de escuta, diálogo, discernimento e esperança. E é precisamente por isso que continua vital.

Num tempo marcado pela lógica das redes, pela circulação acelerada de informação e pela transformação contínua das mediações culturais, o II Concílio do Vaticano revela uma surpreendente atualidade. Ou seja, a Igreja não vive fora da história, nem pode anunciar o Evangelho como se o mundo real fosse uma ameaça. A Constituição Gaudium et Spes permanece luminosa precisamente aqui. Ao reconhecer as alegrias e as........

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