Quando o algoritmo encontra o doente: quem faz verdadeiramente o diagnóstico?
A Organização Mundial da Saúde (OMS), no relatório Ethics and Governance of Artificial Intelligence for Health (2021), alerta que a inteligência artificial deve ser desenvolvida e utilizada segundo princípios éticos fundamentais, como a supervisão humana, a segurança do doente, a transparência e a responsabilização. As decisões clínicas não devem ser exclusivamente delegadas em algoritmos, por mais sofisticados que sejam. Os sistemas de IA dependem dos padrões de dados inseridos e podem reproduzir enviesamentos, omitir informação relevante ou interpretar inadequadamente situações clínicas complexas. O profissional de saúde permanece, por isso, no centro da decisão, cabendo-lhe integrar a evidência científica, a observação clínica e as circunstâncias particulares de cada doente.
Na Medicina Dentária, esta exigência assume especial relevância. O diagnóstico não resulta........
