Hedionda Violação da Presunção de Inocência de Prestianni pela UEFA
Sou o máximo anti-racista possível. Não sou sócio nem adepto do SLBenfica, instituição e clube pelo qual temos todavia, entre outros, o máximo respeito. Aliás, como disse o Presidente Rui Costa, ex-grande jogador de futebol, o maior símbolo do SLBenfica é um dos maiores jogadores de futebol de sempre de Portugal e da Humanidade. O Português nascido na então Província Ultramarina Africana de Moçambique, SENHOR Eusébio da Silva Ferreira (Lourenço Marques, 25/1/42-5/1/14, Lisboa). Um país hoje de Irmãos com a mesma Mátria, a Língua Portuguesa. Recentemente num jogo para a Liga dos Campões entre SLBenfica e Real Madrid, ocorrido no dia 17/2/26 no Estádio da Luz, a certa altura o jogador Vinícius Júnior, de nacionalidade Brasileira, nascido em 2000, acusou de “insultos racistas”, citamos, outro jogador, o Argentino de origem Italiana, Gianluca Prestianni Gross, nascido em 2006. “Macaco”, terá dito. Logo me lembrei de Fernando Madureiro líder da Claque do FCPorto durante muitos anos que gosta que lhe chamem “Macaco”! Ou seja a ofensa dum é o elogio doutro! E Vinícius foi a correr fazer queixinhas junto do pressionável árbitro Francês François Letexier. Acontece que Prestianni estava com a boca tapada pela camisola e ninguém pode ter a certeza absoluta daquilo que realmente proferiu. Mesmo os seus companheiros de equipa que estavam demasiado afastados. Aliás, o próprio, citamos, “nega com veemência que tenha usado insultos racistas”. I.e., em qualquer caso, se não é feita a prova de quem acusa – Princípio do Acusatório, outro alicerce do Iluminismo Racional e da Ética Universais -, fica a dúvida. E ficando a dúvida, absolve-se. In dubio pro reo. In dubio pro libertate. De contrário volta-se à “idade das cavernas”, fazendo valer a “Presunção da Culpa”, típico das ditaduras que raptam, torturam e matam quem discorda. O pior da Humanidade. Por outro lado, já assistimos todos a muitos jogos de futebol e, pelo menos eu, não me recordo de um único jogo onde não tenha ouvido uma série infindável de insultos de adeptos dirigidos a árbitros, jogadores e treinadores, entre todos, etc.. Não é bom ou mau, é, infelizmente, a realidade objectiva. Em termos precisos estamos perante calúnias, difamações, injúrias, uma série de crimes passíveis de serem processados e que possam resultar em condenações. A UEFA violando um dos mais fundamentais direitos (deveres), liberdades e garantias da Civilização e da Humanidade Universal, que não só do Estado de Direito Democrático, Social, Livre e Verdadeiro - o Princípio da Presunção de Inocência – acabou por suspender preventivamente o jogador Gianluca Prestianni Gross por um jogo e depois ainda se deu ao trabalho de indeferir o respectivo recurso do SLBenfica, inteiramente legítimo. Todo o ser humano acusado duma infração é considerado inocente até que a sua culpa seja provada, por meio dum processo justo e com decisão final por uma autoridade competente. O trabalho da prova recai sobre quem acusa e não sobre o arguido. A dúvida, como já dito, favorece sempre o arguido. O acusado tem o direito a garantias de defesa: ser ouvido, contraditório, advogado ou defensor, acesso a prova, etc.. Deve existir um tratamento público e institucional que evite igualmente apresentar alguém como culpado antes da condenação. Que foi precisamente o que a UEFA fez em relação a Prestianni ao proibir o mesmo de participar no jogo da 2ª mão em Madrid. Usou linguagem oficial e mediática difundida para todo o mundo. A UEFA ao usar a “medida cautelar”, no caso a suspensão provisória, quebrou a excepcionalidade, a necessidade, a proporcionalidade e usou uma espécie de pena antecipada mediática. Um processo inquisitorial, Inquisição. A Presunção de Inocência é um dos Pilares da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 10/12/1948. Acrescendo a este problema é que no mesmo jogo são visíveis diversas provocações e insultos de Vinícius Jr. (também provocador em outros tantos jogos!) e Mbappé - pelos quais até tinha admiração -, contra Prestianni e que aqui me escuso de reproduzir. Como não taparam a boca, a prova é facilmente feita. Agora todos os jogadores do mundo vão ter receio de tentar tirar a bola ao menino mimado Vinícius Jr.! A dúvida é: face à decisão da UEFA contra os mais básicos direitos e deveres humanos universais – talvez influenciada pelas ditaduras -, será que a UEFA está a diminuir o racismo ou, infelizmente, está a meter gasolina na fogueira?
