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Sinais de Páscoa

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04.04.2026

Está patente, no Palácio do Raio, uma exposição a que o artista João Osvaldo atribuiu o título “Jesus, fermento da vida”. Na abertura, entre outras explicações, referiu que, em quase todos os quadros, colocou conscientemente uma romã, que gostaria que fosse “símbolo da humanidade”.

A romã tem, para mim, um significado muito especial. Escolhi-a como sinal do que gostaria de ter concretizado na minha vida episcopal: “Ut omnes unum sint” – que todos sejam um.

Na proximidade da Páscoa, nesta Semana Maior, recordo que Cristo encarnou para realizar a unidade entre todos e morreu indicando o caminho.

A romã, enquanto símbolo, sublinha a diversidade dos frutos, mas manifesta a harmonia do conjunto. Há diversidade, mas também integração harmónica.

Quando isto acontece como testemunho, na Igreja e nos diferentes âmbitos da vida cristã, a unidade, na linguagem do artista, torna-se “fermento” que permitirá, mais tarde ou mais cedo, a concretização de um mundo unido. Pode parecer utopia, mas a vivência quotidiana comprova-o.

Na Semana Santa, percorrendo os passos de Jesus, deveríamos, em........

© Diário do Minho