Uma Mãe não se oferece, reconhece-se!
O Dia da Mãe transformou-se, progressivamente, num dos exemplos mais evidentes da forma como a sociedade contemporânea mercantiliza os afetos. Sob a aparência de celebração, instala-se uma lógica de consumo que reduz o reconhecimento da maternidade a um gesto material. As montras enchem-se, os discursos publicitários intensificam-se e a mensagem repete-se, de forma subtil, mas insistente: amar é oferecer. Mas não é.
O que está em causa não é apenas a banalização de um dia simbólico, mas a forma como esta lógica contribui para esvaziar o significado da maternidade e para perpetuar uma visão limitada da mulher. Ao transformar o Dia da Mãe num ritual de consumo, a sociedade não está a valorizar as mães; está, muitas vezes, a simplificá-las. Celebra-se não a mãe real, mas uma........
