Que país queremos?!
É tudo uma questão de realismo e já sem espaço para uma reflexão descomprometida e séria. A retórica não cabe aqui. Realismo, sim, e num tempo demasiado crispado. Tempo que se perde numa loucura asselvajada. O passado bem testemunha e fala por si. O que temos: um povo – colonizador e emigrante – sempre à procura de melhores condições de vida que zarpava sem nada e reconstruía as suas vidas. Com muito sacrifício e também com orgulho de ter vencido.
1 - Em todo o caso, a questão parece-me pertinente: Que país queremos construir?
Estão contados 52 anos a lançar as culpas e toda a responsabilidade do atraso generalizado do país ao Estado Novo. À ditadura. A um homem só. E 52 anos à procura do tal desenvolvimento que não aparece e a combater as desigualdades sociais que não desaparecem. Não é sustentável raciocinar e argumentar que ao fim de 883 anos de existência como país soberano se pense, neste tempo, delinear as políticas, a dinâmica, os objectivos para a construção de uma sociedade........
