A Escola
Onde aprendemos, como aprendemos, quando e quanto aprendemos, é o que cada vez mais nos distingue, em consequência daquilo que vamos sendo e do processo de construção individual no percurso evolutivo que faz de cada um o resultado das suas vivências.
Claro que este resultado — que, no fundo, enquanto vivos, é a soma dinâmica e imparável das partes que acrescentamos aos dias — não sofre uma influência exclusiva, pois existem outros fatores, como os familiares e os ambientais; mas a escora, a espinha dorsal das nossas competências, assenta e fortifica-se na Escola.
Esta, infelizmente, nunca foi nem é, apesar da sua estrutural e inequívoca importância, algo a que se aceda de maneira justa e igual, no tempo e no modo, desde que o mundo é mundo e dele temos conhecimento (no sentido em que começámos a saber de nós e dos outros).
Mal fomos dotados do impulso para a curiosidade e da natural apetência para aprender — para além daquilo que advém da repetição permanente de atitudes instintivas, como sucede com os animais irracionais que seguem mais lentos no seu devir —, entregámo-nos de imediato ao ensinar e ao aprender, orgânica e........
