A democracia não exige declaração de voto
Ana Soares
A pouco mais de duas semanas da segunda volta das eleições presidenciais, somos confrontados com uma escolha clara: António José Seguro ou André Ventura. Diria que são duas personalidades com tantos pontos divergentes - alguns deles diametralmente opostos até - que todos os que somos chamados às urnas poucas dúvidas podemos ter sobre o modelo de presidência que cada um representa.
O que me leva a escrever esta crónica é a tendência instalada nos últimos dias antes da primeira volta das eleições e que claramente se tem multiplicado desde então. Talvez o defeito seja meu, pois tenho alguma dificuldade em perceber como a realidade é mudada em nome do que é mais consensual, como os comportamentos se moldam em torno do politicamente correto, mas não posso deixar de dar a minha opinião sobre o assunto.
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