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Uma coligação disfuncional à sombra de Pequim: os BRICS+

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11.09.2026

A Cimeira dos BRICS , que decorre em Nova Deli a 12 e 13 de setembro, será, no essencial, mais um espetáculo de ilusões geopolíticas. O agrupamento, que começou como uma plataforma financeira de conveniência por iniciativa de Vladimir Putin (com a cimeira inaugural em 2009), foi sendo sucessivamente instrumentalizado. Primeiro, serviu a Rússia, para projetar poder e contornar o seu isolamento; hoje, acresce que é o principal veículo da ambição hegemónica da China no chamado Sul Global.

Moscovo viu originalmente nos BRICS um instrumento mais para forçar a narrativa de um mundo multipolar onde a Rússia manteria o estatuto de superpotência indispensável. Especialmente após o agravamento das tensões no leste europeu, o bloco foi imaginado como um escudo diplomático e uma alternativa financeira capaz de neutralizar as sanções ocidentais. Contudo, a dura realidade económica e o isolamento prolongado ditaram novas regras: a Rússia de hoje, crescentemente dependente da exportação de hidrocarbonetos a preço de saldo para a Ásia e da importação de tecnologia crítica, foi reduzida à condição de parceiro subalterno da colossal máquina económica de Pequim.

É a China que agora assume a batuta e marca o compasso estratégico do agrupamento. Xi Jinping compreendeu que, para desafiar a ordem euro-atlântica consolidada desde 1945, o poderio económico e militar chinês não bastava; era imperativo constituir e liderar uma coligação que servisse de contrapeso ao bloco ocidental.

A expansão de 2024, com a entrada do Egito,........

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