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Que imagem vai projetar a Europa na Conferência de Munique?

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13.02.2026

A minha crónica de 30 de janeiro sublinhou a importância da conferência de Munique deste ano, olhando à nova realidade da segurança internacional, decorridos que estão 12 meses da Administração Trump. A mensagem principal do meu texto era suficientemente clara: o direito internacional deve dizer não à força bruta!

Agora, com a conferência a começar hoje e a decorrer até domingo, penso ser importante refletir sobre a segurança numa perspetiva europeia. Em Munique, a Europa tem de saber demonstrar que está realmente disposta a resolver e a ultrapassar com feitos concretos a sua fragilidade geopolítica.

Este primeiro ano da Presidência de Donald Trump veio confirmar o que a invasão ilegal, injustificada e em larga escala da Ucrânia em 2022 já havia revelado: a Europa é economicamente poderosa, cultural e normativamente influente, mas estrategicamente fraca. Em matéria de segurança, tem dependido fundamentalmente dos EUA e da sua visão do mundo. Com a chegada de Trump ao poder, a vulnerabilidade e a dependência da Europa, em termos de Defesa, em relação a Washington, tornaram-se mais evidentes.

Neste contexto, a presença de Marco Rubio em Munique, à cabeça de uma enorme e influente delegação americana, ganha um significado particular. Na conferência de 2025, o vice-presidente americano JD Vance ficou para a pequena história ao dizer, entre outras afirmações que nos........

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