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Dos mitos aos factos

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16.10.2026

Num artigo deste jornal, do passado dia 6 – “Banca ainda deve 70% das ajudas concedidas pelos contribuintes” –, volta a insistir-se numa perigosa mitologia, pouco inocente. Para que se não tome por realidade factual, volto a tentar trazer este tema à tona, na esperança de que a verdade dos factos – e não os mitos que em torno deles giram – acabe reconhecida como tal.

O artigo em causa formula uma interpretação de um gráfico incluído na Caixa 8 do Parecer do Tribunal de Contas (TC) sobre a Conta Geral do Estado de 2025, e que aqui se reproduz:

Como primeira clarificação, deve referir-se que não existe “banca”, enquanto agente económico, ou actor dotado de personalidade jurídica. O que existe são bancos individuais, que agem individualmente, cada um responsável pelas suas próprias acções. Não há, directamente ou por inferência, qualquer responsabilidade colectiva. O termo é uma abstracção conceptual, a que pode ser dado significado estatístico por agregação de informação, mas sem significado de ente colectivo. O próprio TC agrega valores estatísticos,........

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